E. Villani-Côrtes


Edmundo Villani-Côrtes é natural de Juiz de Fora (MG), nascido em oito de novembro de 1930. O pulsar da sua vida acompanha os ritmos de sua vasta obra musical e com ela se funde e se confunde.

“Quando menino eu gostava de subir em árvores, via as árvores balançando e queria me juntar com aquilo. Quando sentia o vento ficava querendo me juntar a ele; quando via a água, ficava querendo ser a água… Tinha vontade de descrever tudo isto, lembranças e sentimentos da infância. Encontrei na música a ferramenta para que isto fosse possível.”

Seu aprendizado musical não obedeceu ao critério e à regularidade acadêmica. “Eu acho que não tive formação musical, eu tive informação musical.”

Villani-Côrtes e seus 16 anos

Villani-Côrtes e seus 16 anos

Autodidata, iniciou seus estudos por volta dos oito anos de idade com um cavaquinho, aplicando uma das suas fortes características: o senso de observação. “Quando meu irmão tocava, observava a posição que ele estava fazendo e fazia também. Eu acabei aprendendo de vê-lo tocar e ficar olhando para a mão dele.”

Sua inclinação para aprender piano foi tardia, por volta dos dezessete anos, e ocorreu em função do nível de dificuldade e exigência artístico musical de suas obras. “Tinha vontade de fazer umas coisas e no violão não dava.”
A convivência com regras, imposições e metodologias tradicionais, nunca foram bem acolhidas pelo compositor. “Sempre tive dificuldade de seguir rigorosamente um determinado esquema, seja no aprendizado ou na composição.”
O convívio com o panorama musical da época ocorreu com o compositor, principalmente através do rádio e do cinema, época em que os radialistas tinham como um dos objetivos passar cultura.

A programação da rádio não era esse negócio de só faz porque a gravadora manda, que a mídia impõe. Naquela época da guerra a orquestra de Glenn Muller (1904-1944) era presente nas rádios. Os filmes românticos tinham sempre música, aliás, a música era uma coisa muito primordial.

Radionovela, cujo contato obteve através de sua mãe, Cornélia Villani-Côrtes (1909-1984), foi outro recurso de informação e influência musical vivido pelo compositor. “Reconhecia uma determinada obra porque era fundo musical de novelas. Acabei tendo contato com os clássicos pelas novelas. Ravel, Stravinsky, como fundo.”
Contudo, apesar das influências que recebeu, a principal referência de Villani-Côrtes sempre foi ele mesmo, marca absoluta da sua personalidade. “Eu procuro no instrumento aquilo que eu tenho vontade de achar.”
Ainda muito jovem, por volta dos seus 22 anos, foi para o Rio de Janeiro estudar piano no Conservatório Brasileiro de Música, entretanto, estava longe de se encaixar no perfil padrão dos alunos de piano da referida instituição. “Como tinha uma boa vivência musical auditiva, foi possível contornar as dificuldades iniciais, porém, os professores não gostavam de me dar aulas porque eu perguntava muito e gostava de tocar música popular.“
As inúmeras viagens entre Juiz de Fora e o Rio de Janeiro colocaram em risco a saúde do compositor e, por este motivo, decidiu fixar-se na cidade do Rio de Janeiro. “Descia do ônibus cambaleando pela rua de tão fraco que estava, então, resolvi mudar para o Rio de Janeiro.”
Por volta de 1952, deu início à sua atividade profissional como pianista em casas noturnas, assim como participou da Orquestra da Rádio Tupi no Rio de Janeiro, sob a regência do maestro e arranjador Orlando Costa (1919-1992). Afirma que nesta época quem era músico, era valorizado. Não havia uma concorrência tão grande porque não existia a música eletrônica. “ Se não tivesse o músico, não havia a música.“
Em 1954, formou-se em piano pelo Conservatório Brasileiro de Música, retornando à sua cidade Natal. No período de 1954 a 1959 residiu em Juiz de Fora concluindo, em 1958, o curso de bacharelado em Direito.

Em 1961 assumiu a direção do Conservatório Estadual de Música de Juiz de Fora (MG), permanecendo, nesta função, por dois anos consecutivos.
Em 1965 ocorreu a estréia de seu primeiro Concerto para piano e orquestra com a Filarmônica local regida pelo maestro Max Gefter. Sobre este concerto, vale a citação do escritor Affonso Romano de Sant’Anna (1937): Aos meus olhos de adolescente ele é um Tchaikovsky, um Rachmaninov, um Chopin que arranca sonoridades românticas e patéticas acompanhado pela Sociedade Filarmônica de Juiz de Fora regida pelo maestro austríaco Max Gefter.

Villani-Côrtes |ft. Celina Charlier|

Villani-Côrtes |ft. Celina Charlier|

Em 1959 casou-se com Efigênia Guimarães Côrtes (1936). Na década de 60 mudou-se para São Paulo e neste período desenvolveu intenso trabalho como arranjador em trilhas e jingles, paralelamente, atuou como pianista nas Orquestras de Osmar Millani (1927) e Luiz Arruda Paes (1926-1999).
Dando continuidade ao seu processo de formação, no período de 1960 a 1963, aprofundou seus estudos pianísticos sob a orientação de José Kliass, russo radicado no Brasil e falecido na década de 70, assim como teve um breve contato como aluno de composição com Camargo Guarnieri (1907-1993). Embora tenha sido aluno de Camargo Guarnieri e muitos relacionem sua música à corrente Nacionalista, Villani-Côrtes discorda de tal posição e reafirma que sua composição é o resultado de uma necessidade de expressão. “Nunca estudei nada de folclore. Nunca pesquisei nada e não me considero um nacionalista. Se eventualmente os recursos que utilizo coincidem com esta escola é algo puramente casual.”

A dificuldade econômica e a oportunidade que surgiu para acompanhar a cantora Maysa Matarazzo em uma tournée pela Argentina e Uruguai em 1963, foram fatores decisivos que fizeram o compositor interromper seus estudos com Camargo Guarnieri. Esta experiência lhe abriu novos caminhos, participando também de tournées internacionais como pianista do cantor Altemar Dutra (1940-1983) no ano de 1968. Neste mesmo ano o compositor teve a sua primeira experiência na arte do cinema, foi autor da trilha sonora do filme “O Matador” de Amaro César e Egídio Éccio (1929-1977). Extraindo a indiscutível experiência no setor musical, Villani-Côrtes afirma: –O problema de compor para cinema no Brasil é que alguém cria um ou dois temas musicais e depois o compositor trabalha toda a trilha e os créditos vão para quem criou os temas. Isso aconteceu com o “Quatrilho”, pois o Caetano Veloso fez duas músicas e o Jacques Morelenbaum escreveu tudo, fez uma trilha genial e depois saiu nos créditos que a trilha era do Caeteno Veloso. Algo parecido aconteceu comigo. Na época eu precisava de dinheiro, recebi o convite para fazer a trilha de “O Matador”, fiz todo o trabalho e não recebi nada.

Fechando o ciclo entre as décadas de 50 e 60, cabe salientar que tal período representou um momento significativo na produção da música popular brasileira frente as grandes transformações político-sociais enfrentadas pelo país, entretando o compositor ratifica sua posição apolitizada relatando que “nessa época trabalhava em televisão e rádio, compus pouco porque trabalhava muito como arranjador. O pessoal que era mais efetivo na música popular tinha a responsabilidade e a determinação de fazer música de protesto.”
O momento mais profícuo de sua atuação, como pianista e arranjador, ocorreu em 1970, quando passou a integrar a orquestra da extinta TV Tupi. A experiência como arranjador foi um aprendizado de liberdade na vida de Villani-Côrtes. Perdeu as amarras, o vínculo com um estilo específico ou com uma determinada escola de composição.

Se num determinado momento da música eu tenho que colocar um ritmo de xaxado, eu coloco. Se num determinado lugar eu quero fazer um efeito de cluster ou um acorde atonal, eu vou fazer. Eu uso tudo, porque acho que se você se prende a uma escola, você é a escola, não você. A escola sou eu. A escola é o que eu acho que devo fazer e a escola é o que eu sei, porque eu uso os recursos que eu tenho.

Villani-Côrtes |ft. Manuel Morais|

Villani-Côrtes |ft. Manuel Morais|

Em 1973 assumiu como docente a cadeira de música funcional na Academia Paulista de Música. Desta atividade como docente, nasceu o seu contato com o compositor alemão Hans-Joachim Koellreutter (1915-2005). Villani-Côrtes, que sempre preservou a sua singularidade, diz que foi estudar com Koellreutter não apenas para aprender coisas novas, mas, também, para “ver o que não deveria fazer”.

ANAIS DO II SIMPOM 2012 – SIMPÓSIO BRASILEIRO DE PÓS-GRADUANDOS EM MÚSICA

O contato com Camargo Guarnieri e Koellreutter permitiu ao compositor vivenciar dois movimentos que polarizaram a música nos anos quarenta e cinqüenta: o Nacionalismo e a Escola Dodecafônica. O compositor ratifica que possui obras com estas características, porém, não está atrelado e nem representa uma determinada linha de composição. “Não faço música com o intuito de ser renovador.”
Em 1982 passou a fazer parte do corpo docente da Universidade do Estado de São Paulo (UNESP) nas disciplinas Contraponto e Composição. Esta atividade profissional permitiu ao compositor a dedicação que almejava ao processo composicional. “Apesar de ter uma obra razoavelmente grande, eu realmente só pude me dedicar à composição depois dos meus cinquenta anos de idade.”
Suas aulas de composição apresentam como foco obras de outros compositores, principalmente Bach, considerado pelo compositor como o grande chefe das referências composicionais. Contudo, enfatiza a atividade musical como uma ação prática e não teórica e, no seu caso, o elemento que impulsiona sua produção artística está associado, principalmente, em sua vasta experiência musical.

-Quando dava aulas na faculdade de música da Unesp, eu nunca recorri a nenhum livro. Recorro sempre à minha experiência. Aqui eu faço assim porque um dia precisei fazer desse jeito, escrever de uma hora para a outra, então fiz assim.

Afirma a importância do conhecimento científico, contudo, sem entusiasmo e vontade, acredita que o resultado musical perde conteúdo e expressividade, não flui.

— Para fazer composição muitas vezes é independente o fato de ter conhecimento, ter boa técnica, etc. Você pode analisar composições, conhecer música, ter conhecimento de contraponto, de harmonia, enfim, mas se você não estiver a fim de fazer a música, se você estiver sem vontade ou entusiasmo, não sai nada.

Ligado ao meio acadêmico iniciou, em 1985, seu trabalho de mestrado em composição pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, defendendo sua dissertação em março de 1998 com o título “O uso do sintetizador na composição musical de um Concertante para clarineta, sintetizador, piano acústico e percussão”, obtendo a nota máxima.
No período de 1988 até 1991 fez parte da equipe musical do programa “Jô Soares Onze e Meia” no SBT, concomitantemente, junto ao maestro Ciro Pereira (1929), organizou e selecionou os componentes da Orquestra Jazz Sinfônica, atuando também como regente nos anos de 1990 e 1991.
No exercício da docência as altas especulações e elucubrações sobre o fazer musical não são vertentes que possam representar Villani-Côrtes. Descreve a vontade, o gostar, o senso de observação aliado à associação de acontecimentos do cotidiano, como as principais referências utilizadas no seu processo de criação. Neste contexto, considera-se a principal fonte de informação e pesquisa que um intérprete de suas obras poderá obter, com o objetivo de um resultado satisfatório.

Um intérprete, para conseguir um resultado satisfatório, precisa participar da estrutura humana da minha vida. A referência do compositor é vital, porém, muitas vezes, desprezam a informação do compositor vivo. É uma pena, além do mais, quem perde é a música.

A paciência, a pesquisa sonora, a profundidade na expressividade do texto, são ferramentas que caracterizam Villani-Côrtes como um compositor detalhista e perfeccionista. “Um acorde simples, uma tríade, as pessoas pensam que eu coloquei ali em um minutinho. Esse simples veio de uma profunda pesquisa sonora com o objetivo de expressar o texto musical.”

Villani-Côrtes |ft. Monica Côrtes|

Villani-Côrtes |ft. Monica Côrtes|

No dia 30 de maio de 1998 defendeu sua Tese de Doutorado no Departamento de Música do Instituto de Artes da Unesp, intitulada: “A utilidade da prática da improvisação e a sua presença no trabalho composicional do Concertante Breve para quinteto e banda sinfônica de Edmundo Villani-Côrtes.”

O ano de 2000 foi marcado por duas estréias de profunda importância na vida do compositor: o Concerto para Flauta e Orquestra dedicado ao seu pai, Augusto de Castro Côrtes (1900-1974) e a peça “Te Deum”, obra de caráter religioso composta em homenagem aos 150 anos da cidade de Juiz de Fora.

A coisa mais apoteótica da minha vida foi quando estreei o meu Te Deum. Quando acabou a apresentação, havia uma fila de pessoas para me cumprimentar que durou uma hora e meia. Acho que vai ser difícil acontecer novamente algo parecido. O Te Deum é muito emocionante. Foi lindo!

Com um estilo musical todo próprio, misturando elementos da música clássica universal ao da música popular urbana, Villani-Côrtes faz questão de chamar sua arte de “simples e despretensiosa”. Curiosamente, talvez tenha sido justamente esta despretensão que, por fim, faz de Villani-Côrtes um dos compositores brasileiros vivos mais tocados da atualidade. “Nunca pretendi ser um compositor famoso, de uma escola, um gênio da música. O meu negócio sempre foi escrever o que eu gostava, o que eu achava interessante. Gostei, está aqui e pronto.”
Esta liberdade de criação deve-se, em parte, à prática como arranjador, cujo ofício lhe permitiu caminhar pela música desconsiderando os muros que a dividem em dois terrenos: a música popular e a música erudita, não se enquadrando a um determinado estilo ou escola de composição.

Mostrava as minhas peças para o pessoal da música popular, eles achavam que era muito erudito e não se interessavam muito. Na música erudita, de concerto, me falavam que minha música era interessante, mas tem aquela cara de popular. Então, nunca fui persona grata em nenhuma escola.

Avesso a ser rotulado a uma determinada escola de composição, Villani-Côrtes enfatiza o talento como predicado de liberdade de expressão e criação. “A pessoa que tem talento é que nem erva daninha. Você corta aqui, ela nasce logo adiante. Não adianta querer destruí-la. Quando a pessoa tem talento, ela pode fazer qualquer tipo de música. Não tem estilo que vai limitá-la. “

Ativo na vida musical, Villani-Côrtes cita que uma das grandes dificuldades na vida de um compositor no Brasil é a falta de organização, exigindo que o mesmo crie e produza sempre na corrida contra o relógio. “O compositor, no Brasil, é como um sací. Ele tem que fazer com uma perna só, tudo o que os outros seres fazem com duas. É tudo em cima da hora.”
Indagado sobre o que teria a dizer para um estudante de música que manifestasse interesse pela composição, Villani-Côrtes diz:

Não tenha medo de ser feliz. Se você escolheu estudar música, é porque gosta de música. Então, se você gosta, é isso que deve ser feito. É a sua missão, a maneira mais agradável de deixar sua mensagem. Apesar de ter vários problemas neste percurso, mas, justamente por fazer aquilo que gosto, sempre aparecem pessoas que compartilham isso comigo. O gosto está relacionado à sua necessidade, e a necessidade vai impulsionar o seu desejo de criação.

Villani-Côrtes |ft. Cristiano Oliveira|

Villani-Côrtes |ft. Cristiano Oliveira|

Mantém a serenidade e a simplicidade que sempre foram marca indiscutível de sua personalidade e se diz grato pela relação generosa que conseguiu obter com a música.“Eu só tenho que agradecer. A música é como se fosse uma bela mulher, inalcançável pela sua beleza e perfeição. Contudo, tenho a grata surpresa de ser recompensado e reconhecido acima das minhas expectativas.”
Sua leitura na vida contemporânea da Música Erudita Brasileira relata que “No panorama da música atual, me coloco no lugar onde sempre estive e sempre estarei. Este lugar é quando eu estou mais próximo de eu mesmo.”

Conclusão

As referências biográficas sobre Villani-Côrtes ratificam como a base de sua formação direcionou e marcou sua atuação em qualquer campo do terreno musical. O exercício do fazer e o contato direto com a música, sintetizam sua personalidade seja como pianista, arranjador, compositor, maestro e professor universitário. Ele, Villani-Côrtes, é a sua própria escola.
Tomando por base seus próprios dizeres como: “tinha vontade de descrever tudo isto, lembranças e sentimentos da infância. Encontrei na música a ferramenta para que isto fosse possível”; “eu tive informação musical”; “eu procuro no instrumento aquilo que eu tenho vontade de achar”; “nunca estudei nada de folclore. Nunca pesquisei nada e não me considero um Nacionalista”; “eu uso tudo, porque acho que se você se prende a uma escola, você é a escola, não você. A escola sou eu”; “não faço música com o intuito de ser renovador”; “meu clima é outro. Eu vou pela emoção” e “recorro sempre à minha experiência” o classifica claramente como um experimentalista.
Sua trajetória demonstra a grande mudança no cenário da formação musical ocorrido nos últimos 60 anos. O experimentalismo cedeu espaço para um processo de aprendizagem fundamentado em premissas de bases científicas, concretizando o rumo da organização acadêmica. O retrato de Villani-Côrtes serve como ferramenta para um relato histórico sobre tais mudanças. Contudo, tão importante é a sua obra que Villani-Côrtes, hoje, é assunto discutido, aceito e pesquisado nos mais diversos cursos de pós-graduação, assim como participa ativamente como banca examinadora na conclusão de mestrados e doutorados.


Alfeu Rodrigues de Araujo Filho
Universidade Estadual de Campinas
Doutorado em Musicologia
SIMPOM: Subárea de Musicologia


Referências

COELHO, Francisco Carlos. Música contemporânea Brasileira: Edmundo Villani-Côrtes. São Paulo: Centro Cultural São Paulo, v.3, 2006.

LIMA, Veronique de Oliveira. Villani-Côrtes. São Paulo, Universidade de São Paulo (USP), Monografia.

VILLANI-CÔRTES, Edmundo. O uso do sintetizador na composição musical de um concertante para clarineta, sintetizador, piano acústico e percussão. Rio de Janeiro, Universidade Federal do Rio de janeiro, 1988.

Dissertação de Mestrado.
A utilidade da prática da improvisação e a sua presença no trabalho composicional do concertante breve para quinteto de banda sinfônica de Edmundo Villani-Côrtes. São Paulo, Universidade do Estado de São Paulo (UNESP), 1988. Tese de Doutorado.

VILLANI-CÔRTES, Edmundo: entrevistas realizadas em sua residência desde o ano de 2007 até 2011.
Diasponível em:
<www.villani-cortes.tom.mus.br>. Acesso em 01/01/2008.

PÁSCOA, Luciane. Entrevista com Edmundo Villani-Côrtes. Revista Eletrônica Aboré – Publicação da Escola de Artes e Turismo – Edição 03/2007 – ISSN 1980-6930.
Disponível em <http://www.scribd.com/doc/22300616/entrevista-edmundovillani-cortes>. Acesso em 08/12/2008.